O trabalho naquele
dia tinha sido intenso. Chefe no pé o expediente inteiro, o feijão da marmita
azedou, o ar-condicionado da sala estava pifado, entre outros imprevistos. Era
tamanha a vontade de ir embora, tomar um banho, comer algo, cair no sofá pra
curtir a novela, e dormir, para que o amaldiçoado dia terminasse logo.
Dezessete e trinta,
bati o cartão e corri do jeito que estava para o ponto de ônibus. Por sorte,
veio rápido e não estava lotado, mas, por outro lado, nada de lugar para sentar.
Entrei, paguei a passagem, encostei-me no ferro e parti rumo ao lar.