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PALAVRAS DA CÚPULA - outubro 2013








Ao nascermos, para enfrentar o grande desafio que é a vida, temos, como orientadores principais, dois tipos de educadores: nossos pais, em primeiro lugar, e, em seguida, nossos professores.
Eles são os pilares que nos levarão a erguer uma vida digna e dentro dos princípios morais e éticos inerentes à convivência em uma sociedade.
O apoio e carinho dos pais é sobejamente conhecido e nos acompanhará sempre, enquanto eles viverem.
E o professor? Este, que sempre auferiu salários aviltantes, dedica sua vida, com sacrifícios, ao ensino de princípios que devem nortear todo cidadão de bem. É uma missão árdua que exige vocação e despreendimento.

PALAVRAS DA CÚPULA


Parece que foi ontem. O tempo voa. O jornal Tipo Carioca completa, com esta edição, quinze anos de circulação. São  5.475 dias dedicados à informação e entretenimento de nossos leitores, anunciantes e colaboradores. Durante essa década e meia, muita coisa aconteceu em nossa cidade, mormente o progresso vertiginoso de nossa região. Somos testemunhas da evolução da Barra da Tijuca, Recreio e Vargens, registrando todos os fatos importantes aqui acontecidos. Uma leitura de nossas edições mais antigas é um passeio pela história dos três importantes bairros.
Recordar é viver, diz o sábio ditado. Assim, vale relembrar o texto que publicamos em setembro de 2003, quando completamos o primeiro quinquênio de circulação:

PALAVRAS DA CÚPULA

Se o caro leitor consultar a Wikipedia, na internet, vai encontrar o seguinte, no verbete “Recreio dos Bandeirantes”:

“Recreio dos Bandeirantes é um bairro nobre de classe média alta da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. É um dos bairros mais jovens da cidade, localizado na região administrativa da Barra da Tijuca, Possui uma área territorial de 30.655 km² e uma população de 82.240 habitantes divididos em 38.705 domicílios, sendo conhecido pelo ambientalismo, ORGANIZAÇÃO, SEGURANÇA, praias e a prática de esportes aquáticos”.

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O Brasil está passando por um momento histórico, resultante da mobilização inesperada da população jovem, que, finalmente, reagiu aos diversos desmandos praticados por grande parte de políticos oportunistas que se instalaram no poder. Foi como se o povo acordasse de um longo sono e vislumbrasse que, do jeito que as coisas estavam sendo feitas, um futuro sombrio se aproximava perigosamente. A movimentação e a repressão por vezes demasiada por parte da Polícia, nos remeteu aos tempos de revoltas que ocorreram durante a ditadura militar. Os mais idosos, que viveram aquela época, ainda sentem arrepios ao ver ações semelhantes na revolta das ruas. Mas os tempos mudaram. Hoje, bem ou mal, estamos numa democracia. No passado, intelectuais e artistas, com suas canções, ditas “de protesto”, procuravam conscientizar as pessoas, embora tivessem de usar, muitas vezes, uma linguagem metafórica, a fim de enganar a severa censura que abrangia todos os meios de comunicação. A música popular brasileira dá bem uma amostra do que foi o período ditatorial em nosso país e, em tempos mais recentes, ainda possui elementos que retratam nosso cotidiano, expressando a revolta e a insatisfação do povo brasileiro.

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Começam a multiplicar-se os casos de assaltos, roubos e furtos em nossa região. Armados com pistola, fuzil e uma escopeta calibre 12, um grupo de pelo menos sete homens fez um arrastão, na manhã de 9 de junho, na saída do Túnel da Grota Funda em Guaratiba. Foram registrados roubos de dois carros e duas motos. Segundo o delegado Marcos Cipriano, o fato é atípico na região. Por uma estranha coincidência, outros fatos, por enquanto considerados “atípicos”, começam a se intensificar em nosso bairro. Se não forem tomadas providências preventivas, em breve, não merecerão esta classificação. Tornar-se-ão corriqueiros.

Há relatos de assaltos, em pleno dia, na ciclovia perto do Alfabarra, em ponto de ônibus da Glaucio Gil, roubo de bicicleta do bicicletário em frente ao supermercado Zona Sul do Recreio etc. Em Vargem Grande, em menos de um mês, já houve arrastão na Estrada do Sacarrão, assaltos na Cascatinha, a dois bares no Largo, a condomínios e a lojas de materiais de construção, segundo informes de moradores.

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O que está acontecendo em nossa sociedade?
Em impressionante reportagem, a revista Veja, do dia 8 deste mês, sob o título “Os órfãos da impunidade”, aborda, de modo impactante, o outro lado da extrema violência praticada por menores de 18 anos, acobertados por leis capengas e retrógradas que beneficiam mais os criminosos sem escrúpulos do que as pessoas dignas e honestas que trabalham e lutam por uma vida melhor.

O foco da reportagem é a “geração invisível de vítimas jovens do crime no país”, representada por “milhares de crianças e adolescentes brasileiros que perderam os pais para as balas assassinas de criminosos, muitos deles menores de idade que destruíram famílias inteiras e nunca pagaram devidamente por seus atos”.
A revista focaliza, ainda, o paradoxo da existência de centenas de entidades de direitos humanos dedicadas a minimizar a responsabilidade dos facínoras e apenas pequena quantidade das que se dedicam a vítimas, numa hedionda e inexplicável inversão de valores.

É analisada também a crueldade dos criminosos, que roubam, torturam e matam vítimas indefesas não porque precisam, mas porque podem, resguardados pela legislação penal favorável, com penas brandas, atenuantes das mais diversas e até impunidade, ressaltando que tal comportamento não pode ser mais perdoado pela idade ou condições sociais dos criminosos.

Mostrando uma verdade aterradora, a revista qualifica de intolerável o fato de que os bandidos de qualquer idade, após cometerem seus crimes contra inocentes desarmados, sabem que logo aparecerão seus defensores, pondo a culpa na sociedade, na má qualidade da educação ou nas injustiças do capitalismo.
Há, ainda, o auxílio reclusão, concedido a cerca de 40 mil presos brasileiros, que aumentou 550% de 2000 a 2012. Para os familiares das vítimas das atrocidades não existe nada similar. É preciso ressaltar que não somos contra o benefício para os filhos dos detentos, pois eles não têm culpa se o pai (ou mãe) cometeu atos contrários à vida social. O mais correto seria estender esse auxílio também às vítimas de famílias mais necessitadas, que ficaram sem o seu principal provedor de bens e alimentos.

A sociedade fica ainda mais perplexa depois de ver juízes soltarem elementos perigosos, baseados em firulas de leis ultrapassadas, sem usar do bom senso que deveria ser inerente à sua autoridade. Acrescente-se a isso a defesa de certa mídia televisiva, ao fazer tremendo estardalhaço quando a Polícia persegue e mata bandidos em fuga.

É o samba do crioulo doido. A sociedade está inquieta, estressada. Alguma coisa precisa ser feita. Alô, governantes!

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Uma das coisas que contribuem para o nosso prematuro envelhecimento é a preocupação, impossível de evitar em muitas ocasiões. Os cariocas, neste momento, agregam preocupações sobre o estado de obras sob a responsabilidade dos poderes públicos do país, como as precárias construções dos prédios do Minha Casa Minha Vida, entregues a construtoras pouco escrupulosas; as falhas na construção da cobertura do Engenhão, que, agora, nem pode suportar ventos acima de 60km etc. etc., tudo ameaçando desabar.

Para os moradores da Barra da Tijuca, Recreio e adjacências, em particular, o Elevado do Joá, importante via de ligação com a Zona Sul e o Centro da cidade, é a neurose do momento. Em face do elevado aumento da frota de veículos particulares em circulação, ele, com seus 40 anos de existência, é indispensável coadjuvante na tarefa de escoamento do tráfego da região.

Agora, nos deparamos com uma situação de emergência: o elevado, uma construção sujeita à maresia e ventos constantes, não teve a manutenção necessária ao longo dos anos e, segundo laudo técnico da Coppe-UFRJ, “o estado de degradação estrutural pelo avanço da corrosão compromete a segurança do viaduto”. De acordo com o coordenador do estudo, “a vida útil do Joá acabou. A reforma que a prefeitura promete fazer cobre apenas áreas onde o problema é visível. Mas 60% delas não podem ser fiscalizadas”.

Dia 4 de abril, na audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional do Rio – CAMDR, na sede da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, o professor de Engenharia da Coppe-UFRJ, Eduardo Batista, mostrou como está sendo feita a proteção catódica dos pilares, para dar mais durabilidade às ferragens e minimizar os transtornos, mas afirmou que é apenas um método paliativo, porque depois de iniciada a corrosão não há como detê-la. 

Para ele, a interdição do Elevado se faz necessária: “Sem dúvida, é uma intervenção traumática, de logística complexa, mas que deve ser prioritária. Reconheço a dificuldade desta decisão para os gestores, devido aos transtornos inerentes a uma obra desse porte, mas, após um estudo minucioso chegamos à conclusão que, para maior segurança, seria viável a interdição”. Afirmou, ainda, que as soluções paliativas não vão eliminar a necessidade de interditar o viaduto posteriormente. Entretanto, o coordenador de projetos da Secretaria Municipal de Obras, João Luiz, afirma que é inviável a interdição, tendo em vista que daria um nó no trânsito da Barra. Assim, a prefeitura vai adotar a construção de vigas metálicas que servirão de apoio dos tabuleiros: “Vamos fazer 12 novos pilares e reforçar os demais. Desta forma, a prefeitura teria mais cinco anos para decidir o que mais poderá ser feito no local”.

Não é o momento de a prefeitura economizar, fazendo apenas reparos onde os danos são visíveis. Trata-se do bem-estar, da tranquilidade e da segurança da população de nossa cidade. Moradores da Barra e arredores se mostram preocupados. Muitos nem usam mais o viaduto, arriscando-se por outros caminhos. A situação beira a calamidade. Algo em torno de R$ 100 milhões resolveria definitivamente o problema. Relativamente muito pouco, levando-se em conta as verbas imensas destinadas às obras da Copa e das Olimpíadas. E o Maracanã, após a Copa, terá de ser novamente reformado, para atender aos padrões olímpicos. Os dois eventos têm duração limitada; a circulação da população pelo viaduto é infinita. Pensem nisto.

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O jornal Tipo Carioca, há 14 anos em circulação, completa, neste mês de março, sete anos em defesa da Natureza. Em março de 2006, estreava a coluna Meio Ambiente, visando a divulgação de artigos sobre a preservação ecológica, inserindo-nos no rol daqueles que realmente se preocupam com o futuro de nosso planeta.

Achamos que estamos e continuaremos fazendo a nossa parte, que, embora modesta, contribui para divulgação de uma boa conduta em relação ao mundo em que vivemos.
Esta é apenas uma fração do nosso trabalho, que visa, sobretudo, uma melhor qualidade de vida para todos.


Outrossim, nossos colunistas, perfeitamente sintonizados com a linha editorial que preconizamos, tratam dos mais variados assuntos, tornando o jornal versátil e dinâmico.
Mas, como a vida moderna segue em uma velocidade estratosférica, estamos sempre acrescentando novidades na divulgação do nosso trabalho. Assim, temos nossa página no Facebook, vista por centenas de pessoas, em https://www.facebook.com/jornaltipocarioca; nosso site, em www.tipocarioca.com.br,  e, a mais recente novidade, uma edição de caráter mundial, com páginas ao vivo que podem ser folheadas, iniciada na edição de verão, que pode ser vista em http://www.youblisher.com/p/552412-JORNAL-TIPO-CARIOCA-EDICAO-DE-VERAO-JAN-FEV-2013/.


Tudo isso contribui para a divulgação do conteúdo do jornal, proporcionando aos nossos anunciantes um melhor retorno para suas mensagens publicitárias. Inovar sempre é o nosso propósito, dentro de uma tradição de respeito ao anseio de nossos leitores, colunistas e anunciadores.


Vamos em frente! A Terra – e os terráqueos – merece nosso carinho.

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Este momento de comoção nacional devido à tragédia acontecida em Santa Maria (RS), onde mais de 230 jovens perderam a vida, ceifada, em parte, por culpa da incúria de autoridades que deveriam fiscalizar e enquadrar casas de espetáculos, colocando-as dentro dos padrões de segurança necessários, leva-nos a refletir sobre em que tipo de país estamos vivendo.
Tem-se a impressão que tudo é oriundo de um efeito cascata, um acúmulo de procedimentos alheios a qualquer lógica, que vêm deteriorando o caráter e a cultura de nosso povo.
O tão propalado “jeitinho brasileiro”, que nada mais é do que uma corrupção disfarçada, faz-se presente nos mais diversos ramos de atividade, incentivado sobremodo pela cúpula de uma oligarquia malfeitora, que se mantém indene, apesar das fortes evidências de crimes que pesam contra ela.


O povo, acuado, sofrido, intensamente tributado, desesperançado, não vislumbra uma saída desse calamitoso estado de coisas, agravado cada vez mais, e muitos até sentem inveja dos eternos poderosos, que tudo fazem e tudo podem.


É o país do “jeitinho”, do “toma lá, dá cá”, do “vamos providenciar”, do “estamos providenciando”, do “isto não deve acontecer de novo”, da falaciloquência, das inverdades das promessas de campanha, da falta de decência, enfim, do “me engana, que eu gosto”, propiciadores de uma impressão horrendamente multifacetada da realidade nacional.
E, assim, a decadência inexorável é uma questão de tempo. Nossos valores morais e espirituais vão sendo minados gradativamente, tendo como exemplo o que acontece nas altas esferas do poder.


Rui Barbosa, do alto de sua sapiência, já dizia:


“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”. 


Sábias palavras... E esse grande brasileiro candidatou-se duas vezes ao cargo de Presidente da República: nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca; e em 1919, contra Epitácio Pessoa. Entretanto, foi derrotado em ambas. Uma de suas notáveis frases é “Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”.

PALAVRAS DA CÚPULA


Ano de 2012 chegando ao fim. O que aconteceu de bom para os brasileiros neste ano de turbulência na Economia?

De acordo com o IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a carga tributária bruta no Brasil ficou em 35,31 % do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011, quando, em 2010, tinha sido de 33,53 %. Em 2012, teme-se que deva subir mais um pouco, aproximando-se de 40% do PIB.

A peculiaridade dessa situação é que, se chegar aos 40%, equivalerá a 2/5 (dois quintos) do PIB. Isso nos reporta aos acontecimentos no Brasil colonial, durante o século 18, quando a Coroa Portuguesa instituiu um alto tributo que incidia sobre tudo que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20 %, ou seja, 1/5 (um quinto) da produção.

Tal taxação era chamada de “o quinto” e era repudiada pelos brasileiros, que a ela se referiam como “o quinto dos infernos”, expressão que passou a designar tudo que acontecia de ruim.
Portugal, ao tentar cobrar a enorme dívida sobre quase 600 arrobas de ouro de “quintos atrasados”, no episódio conhecido como “derrama”, teve que enfrentar a revolta da população, que não tinha meios para pagar tal acúmulo.

Isso propiciou a Inconfidência Mineira, movimento pela independência de Minas Gerais, cujo ponto culminante foi o enforcamento de Tiradentes, que assumiu a responsabilidade da revolta. Ele foi morto em 21 de abril de 1792. Foi declarado herói pela República, e o dia 21 de abril é feriado nacional.

Agora, passados 220 anos, estamos quase atingindo o patamar de 2/5 (dois quintos) do PIB, o dobro da taxa que nos era exigida por Portugal à época da conjuração mineira. Mas há uma diferença: o quinto que pagávamos à Coroa Portuguesa era completamente perdido; os dois quintos (ou quase) que entregamos ao governo brasileiro têm (ou teriam) de ser aplicados no Brasil, para nosso bem-estar.

Não é demais pedir que nossos dirigentes façam sua parte, cortando gastos e administrando melhor a Economia.

Se não, até poderemos sair resmungando por aí:
– “Ah, esses dois quintos do inferno!”.

No mais, o Tipo Carioca deseja a todos os amigos um ótimo Natal e um ano novo de muitas realizações e sucesso.

Palavras da Cúpula



Desta vez, nem foi preciso chegar o novo ano para que tivéssemos que sofrer aumentos abusivos de impostos, tarifas, passagens. O sofrimento (ou a tortura)  começou mais cedo. Nossos dirigentes, insensíveis à condição econômica do povo em geral, que tem seus parcos salários reajustados pelos índices inflacionários, controlados pelo governo federal, e que vêm se mostrando bastante baixos, embora a realidade dos preços dos  supermercados seja outra, autorizam, a torto e a direito, majorações incompatíveis com a realidade nacional.
Promessas alvissareiras foram feitas durante a campanha eleitoral, onde tudo era um mar de rosas. Candidatos – e governo federal, inclusive – acenavam com um futuro de bem-estar e prosperidade para a população, iludindo, mais uma vez, os eleitores, que, de boa-fé, neles votaram ou acreditaram.

Passadas as eleições, depois de eleitos – ou reeleitos – eis que a verdadeira realidade nos esbofeteia: ERA TUDO MENTIRA! A ética foi mandada às favas.A promessa do governo federal de que iria dar um bônus de  cerca de 16% nas contas de luz a partir de janeiro de 2013 está anulada com o aumento estapafúrdio de quase 12% nas tarifas do Rio de Janeiro, a partir de 7 de novembro deste ano. Considerando-se que ainda temos quase três meses para terminar o ano, tempo em que já começaremos a pagar a benesse concedida à concessionária de energia, verifica-se que, praticamente, vão ser trocados seis por meia dúzia, conforme o jargão popular. Isso se, realmente, a promessa do governo federal se concretizar, o que já é objeto de dúvida.

No plano municipal, já foi divulgado que as passagens de ônibus serão majoradas em mais de 10%, a partir de 2 de janeiro de 2013, o que vem corroborar um dito corrente em nossos meios políticos: “não há almoço grátis”. Como sói acontecer no ramo, o apoio vem antes, e a fatura vem depois. É a vida.
E o IPTU, que seria intocável, não resistiu à sanha arrecadatória dos responsáveis pelo poder, sempre imaginando novas fórmulas de assédio ao nosso suado dinheirinho. Novo método de cálculo vem aí e dificilmente será bom para o bolso do contribuinte.
E, assim, vamos levando a vida, honestamente, com sacrifício, pagando os exorbitantes impostos e procurando acertar na escolha de dirigentes, uma tarefa cada vez mais difícil.


 Editorial Tipo Carioca


PALAVRAS DA CÚPULA




Este mês de outubro começou deslumbrante. Além da fase final do julgamento, no STF, do chamado Mensalão, agora voltado para o núcleo político, onde pontificam os nomes de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República, e de José Genoino, ex-presidente do PT, acusados por corrupção ativa, tivemos as eleições para vereadores e prefeitos nos municípios de todo o Brasil.
Com uma votação histórica de 64,6% dos votos válidos, Eduardo Paes foi reeleito para um novo mandato como prefeito da cidade do Rio de Janeiro.


Sua missão, daqui para a frente, não será fácil. Muito trabalho o espera. Além de ter de preparar a cidade para eventos importantes, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, precisará, também, resolver problemas ainda não totalmente solucionados nas áreas de saúde, educação e transportes, que afligem os cidadãos cariocas.


Entretanto, o dinamismo de que é possuidor, provado pelas inúmeras ações que vem praticando, desde o tempo em que era subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, perfazendo duas décadas de carreira política, o credenciam, sobejamente, para enfrentar os desafios que terá pela frente.
O povo da cidade do Rio de Janeiro, com a inédita votação, passou-lhe um voto de confiança e mantém a expectativa de dias melhores, que certamente virão.


No caso de nossa região, é preciso ressaltar também o excelente desempenho do nosso subprefeito, Thiago Mohamed, coadjuvante importante na máquina administrativa da prefeitura. Seu trabalho, feito com afinco e boa vontade, em muito se assemelha ao desempenho de Paes, quando começou sua carreira e exerceu igual cargo, a subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá.


Trata-se de uma região que abrange uma imensa área e que demanda uma energia muito intensa para que haja uma boa administração, o que vem sendo feito a contento por nosso jovem subprefeito, com uma atuação digna de elogios.


O Tipo Carioca deseja o máximo sucesso para a dupla no seu novo período municipal, em que o esforço de ambos terá de ser ainda maior.
Bola pra frente!

Palavras da Cúpula



Nós, fundadores do tabloide periódico que o caro leitor tem nas mãos, estamos na região do Recreio dos Bandeirantes desde meados dos anos 1980. Encontramos, naquela ocasião, um bairro ainda meio agreste, com uma Avenida das Américas incipiente, estreita, longe do atual esplendor destes tempos de Transoeste. Nossa casa foi a primeira de uma quadra que hoje abriga 19 residências. Por quê estamos nos referindo a tudo isso?

Simplesmente porque, para nosso espanto, desconforto e desagrado, mesmo com todo o progresso que se seguiu, estamos assistindo, perplexos, a volta dos tempos difíceis enfrentados pelos pioneiros moradores deste belo recanto situado na zona sudoeste da cidade.

Nos anos 1980, a realização de eventos nos quintais das residências, após o pôr do Sol, era tarefa praticamente impossível, tal a quantidade de mosquitos e outros insetos que infestavam o bairro. Éramos obrigados a ficar confinados no interior de nossas casas, logo após o entardecer.

Agora, passados mais de 25 anos, para nossa tristeza, a situação parece estar de volta: estamos nos deparando com uma formidável proliferação de mosquitos na região, notadamente no Terreirão e áreas adjacentes, infernizando a vida de todos.
As causas, ao que parece, ainda não foram detectadas e não estão sendo combatidas pelas autoridades. Devem estar achando isso normal. Mas não é. 

Há pouco mais de um ano, a incidência de mosquitos situava-se em um nível tolerável. Agora, voltamos a usar inseticidas, repelentes e raquetes eletrônicas, que matraqueiam sem cessar nos restaurantes e casas noturnas, quase impossíveis de serem frequentados.
A praga está muito intensificada. Teria sido abalado o equilíbrio ecológico da região? O fato é que não vemos mais aquelas nuvens de andorinhas e pardais, predadores naturais de insetos. Deram lugar às nuvens de mosquitos.

Imagina na Copa...

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Embora não seja o objetivo de um jornal de bairro debater assuntos macroeconômicos, alguns aspectos que direta ou indiretamente nos afetam não podem deixar de ser pensados.

Um deles é a propalada carga tributária alta, que absorve cerca de quatro salários por ano dos trabalhadores. A questão é que, no Brasil, não se trabalha durante os doze meses: o empregado só comparece ao trabalho, de segunda a sexta-feira, no primeiro ano; no seguinte, já terá direito a férias, trabalhando, portanto, 365 dias menos 30, o que dá 335.
Temos 14 feriados nacionais por ano. Neste, 12 caem em dias úteis. Logo, 335-12=323.
Mas o ano tem 52 semanas, ou seja, 52 sábados e 52 domingos, o que dá 104 dias em casa. Fazendo-se a conta, 323-104=219 dias de trabalho efetivo, ou sete meses e nove dias, ou 7,3 meses.

Um empregado ganha 12 salários + 13º + um terço de férias, perfazendo o total de 13,33 salários. Este ano vai trabalhar 7,3 meses e receber 13,3. Seis a mais do efetivamente trabalhado.

A carga tributária, segundo amplamente difundido na mídia, leva cerca de quatro salários. Assim, há, digamos, “um lucro” de dois pagamentos mensais relativamente aos dias em que o trabalhador realmente esteve presente ao serviço.
Há, ainda, os feriados estaduais, as faltas abonadas por doença e os chamados “pontos facultativos” do serviço público.

O empresariado nacional, que só dispõe de mão de obra por sete meses em um ano e paga 13,3 salários + Vale Alimentação + Vale Transporte + INSS + FGTS, não tem outra opção senão elevar os preços dos seus produtos, como compensação, gerando, assim, a famigerada inflação, que afeta a vida de todos.

O produto nacional perde a competitividade perante outros mercados. Outros países, como a China, onde o custo da mão de obra é irrisório, invadem nossa economia, ofertando produtos mais baratos, de qualidade por vezes duvidosa, numa concorrência desleal, o que começa a afetar vários setores de nossa indústria, que, no futuro, poderão até ser extintos. Após exterminar a concorrência, a China poderá impor o preço que quiser aos seus xing lings em nosso país. Aí, será tarde demais para reerguer nossas fábricas. Já estará tudo dominado (e comprado) por eles.

Além das medidas protecionistas agora anunciadas, que não podem durar eternamente, o Governo Federal deveria diminuir seu apetite por impostos e estudar um meio de amenizar os elevados encargos que incidem sobre a nossa produção, para que tenhamos capacidade de concorrer com os produtos importados e, last but not least, debelar a inflação.

Palavra da Cúpula



Todos sabemos que a quantidade de unidades habitacionais em nossa região não para de crescer. É imensa a construção de novos prédios, notadamente na área do Recreio dos Bandeirantes, bairro preferido pela classe média emergente, o que ocasiona um fluxo cada vez maior de veículos nas vias existentes.

Visando um futuro não tão distante, obras de infraestrutura se fazem necessárias para atenuar o impacto do crescimento galopante que ora se observa. Outrossim, é preciso que os moradores mais antigos não fiquem apenas nas críticas ao modelo vigente, mas se mobilizem no sentido de oferecer soluções para os problemas, que não são poucos.
A subprefeitura, sob o eficiente comando de Tiago Mohamed, cujo trabalho é por nós acompanhado, vem fazendo o possível para atender as solicitações que lhe são encaminhadas, pois à gigantesca obra do corredor expresso Transoeste somam-se os necessários ajustes em vias secundárias, importantes para a circulação viária. Uma das reivindicações considerada essencial acaba de ser concretizada: a operação asfalto liso na Avenida Gláucio Gil.

Ressalte-se que um grupo atuante de moradores comunica-se com a subprefeitura, por intermédio da rede social Facebook, enviando sugestões e críticas que visam melhorar a qualidade de vida para todos. Entre elas, está a solicitação da construção de um viaduto na Rua Benvindo de Novaes, para possibilitar melhor acesso à orla.

Não é obra pequena, mas, com o crescimento que se observa na circulação de veículos, deve merecer a atenção de nossas autoridades, visto que as avenidas Guiomar Novaes e Gilka Machado tornaram-se inviáveis para a circulação devido à saturação no trânsito e a desordem urbana, o que faz muitos motoristas desistirem de passar por elas.

Uma sugestão nossa para aliviar o tráfego na saída da Gilka para a Estrada do Pontal, hoje afunilada por veículos estacionados indevidamente e com parada de ônibus e vans à sua frente, obstruindo-a, seria o aproveitamento do terreno que foi desocupado pela prefeitura, com a construção de um desvio que sairia diretamente no fluxo de veículos mais adiante, sem necessidade de semáforo. É uma obra pequena, que não demanda muita verba e que será de grande utilidade. No terreno restante, poderia ser feita uma pracinha, para embelezar o local.

Já na Guiomar Novaes, uma das soluções poderia ser o remanejamento dos pontos finais das linhas de ônibus para ruas secundárias, até a construção de uma rodoviária no Recreio.
O Tipo Carioca mostra-se atento aos reclamos do bairro e, com suas ações, sempre visa o bem-estar da comunidade que o prestigia com sua leitura.

Palavra da Cúpula



Junho, mês de grandes acontecimentos no Rio de Janeiro, especialmente em nossa região.
Depois de nos deleitarmos com a tão esperada inauguração do corredor expresso Transoeste e do túnel da Grota Funda, batizado com o nome do ex-presidente José Alencar, entramos em plena efervescência da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que movimentará, diariamente, mais de 40 mil pessoas no Riocentro.

Mais de 100 celebridades internacionais, como chefes de estado e artistas, além de delegações de 176 países irão prestigiar o evento, determinado a debater o futuro do planeta.

Dez salas de reunião estão disponíveis nos cinco pavilhões do Riocentro, neste megaprojeto que ocupará uma área de 100 mil metros quadrados.
Para a segurança, foram mobilizados 1200 homens do Exército e 800 policiais, além de 100 agentes vindos de Nova York.

Com presenças confirmadas, estão o novo presidente da França, François Hollande, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o presidente de Cuba, Raúl Castro, o ex-presidente da Rússia, Mikhail Gorbachev e o fundador da CNN, Ted Turner. Temos 50 mil visitantes ocupando toda a rede hoteleira carioca e outros tipos de hospedagem.

Vizinho do Riocentro, o Parque dos Atletas abriga um evento paralelo, a Cúpula Mundial de Governos Regionais, que deverá ter a presença do ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, um defensor da sustentabilidade, apresentando seu projeto de redução de consumo de energia em municípios.

Além de toda essa agitação em nossa região, o tema da sustentabilidade ainda terá, de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo, sessenta tendas para a Cúpula dos Povos, onde haverá debates de ativistas ecológicos, como a senadora Marina Silva.

De 11 a 22 de junho, em uma grande tenda montada no Forte de Copacabana, acontece a Humanidade 2012 e, dia 19, teremos outro evento paralelo, a Rio+Social.

Um verdadeiro teste para verificar nossa capacidade de sediar os grandes eventos que teremos em nossa cidade: Jornada Mundial da Juventude, em 2013; Copa do Mundo, em 2014; Olimpíadas, em 2016.

Vamos lá, Rio de Janeiro!

Palavra da Cúpula



Com esta edição de verão, que abrange os meses de janeiro e fevereiro, reiniciamos nossa jornada anual, após pequenas férias. Novo ano, novos desafios.
O ano novo, uma invenção do Homem para dividir o tempo – que é contínuo –, iniciou-se de modo catastrófico para grande parte da população do estado do Rio de Janeiro. Como costuma acontecer no verão, fortes chuvas proporcionaram grandes enchentes e deslizamentos de terra em nossa região serrana, que sofrera tragédias idênticas em janeiro de 2011.

De lá para cá, a absurda burocracia política do país, somada ao descaso, à incompetência, à má vontade, à falta de pudor e, também, à corrupção de alguns governantes, impediram uma ação concreta no sentido de evitar que tais calamidades voltassem a infligir sofrimentos e perdas materiais à população fluminense.

Como estamos numa espécie de “Quartel d'Abrantes”, ninguém será preso por isso, nem terá de devolver bens porventura surripiados. O regime heteróclito implantado no país, chamado por alguns de “democradura”, onde praticamente inexiste oposição, não costuma punir aqueles que roubam muito.

A carga tributária, cada vez maior, paga em sua maior parte pela classe dita média, serve de sustentáculo para as falcatruas, ou “malfeitos”, segundo os novos tempos. O país está cheio de malfeitores.

A cada ano que chega, nos perguntamos: comemorar o quê? Ano novo, aumentos novos. Inflação “controlada” mediante troca de itens que servem para o seu cálculo.
Aposentados que ganham acima de um salário mínimo cada vez mais pobres. Tiveram reajuste (?) de 6,08%; salário mínimo teve 14,13%; ônibus urbano, 10%; pedágio da Linha Amarela, 9,3%; seguro-desemprego, 14,13%; inflação foi de 6,50%, pelo IPCA...; vereadores do Rio de Janeiro tiveram inacreditáveis 61,8%.

Acabou? Não. O salário mínimo regional, uma aberração constitucional adotada por apenas cinco estados da Federação, permanece superior ao salário mínimo NACIONAL, para alegria dos governadores que o implantaram e obtêm dividendos políticos com isso.
A continuar tal situação, vislumbra-se um horizonte nada auspicioso à frente: no futuro, nenhum aposentado do INSS irá ganhar mais de um salário mínimo; determinadas profissões, hoje pagas com base no demagógico salário mínimo regional (empregados domésticos, de um modo geral) pela ainda classe média, serão drasticamente reduzidas, beirando a extinção.

Assim, perguntamos novamente: comemorar o quê?

Palavra da Cúpula



Mês de julho, frio chegando, férias escolares, BRT inaugurado, campanha política se iniciando, mas, como disse o Cazuza, o tempo não para. Seguimos vigilantes e atentos na defesa das prioridades de nossa região. Em se tratando da obra do corredor expresso Transoeste, pequenos detalhes fazem grande diferença. Somente nós, os moradores do Recreio, da Barra e de Vargem Grande, diretamente envolvidos no trânsito que se seguiu às obras para implantação do BRT, podemos avaliar os problemas da circulação, do estacionamento e da segurança de pedestres e veículos na Avenida das Américas e nas diversas vias próximas a ela.

A reclamação da maioria dos moradores que se utilizam diariamente da importante avenida que liga o Recreio à Barra é o estacionamento irregular de veículos de toda espécie nas pistas laterais, a qualquer hora do dia ou da noite, sem que haja uma fiscalização eficiente por parte de nossos governantes.

As pistas, que, teoricamente, deveriam comportar o tráfego de três veículos em cada sentido, têm seu espaço reduzido para dois, pois, aproximadamente a cada 500 metros há carros parados, até caminhões de entrega de mercadorias e, por incrível que pareça, os chamados “cegonha”, desembarcando veículos. Caos total e trânsito restrito.
As ruas paralelas ou perpendiculares à avenida estão repletas de carros estacionados, sob a ação de flanelinhas que achacam os que necessitam parar nelas, a fim de acessar comércio e serviços da via principal, onde foram extintos os estacionamentos.

Outro pequeno, mas importante, detalhe é a saída de veículos vindos da orla, junto ao Recreio Shopping. O acesso para a Avenida das Américas está mal feito e perigoso. O motorista sai quase que perpendicularmente à pista, onde, oriundos de Vargem Grande, outros carros desenvolvem grande velocidade. São necessárias medidas urgentes, a fim de evitar futuros desastres.

Para quem vem da Barra em direção à Praia da Macumba, o acesso à Avenida Vereador Alceu de Carvalho, sob o viaduto do Canal de Sernambetiba, é outro ponto perigoso, devido ao estreitamento da pista de saída, que recebe, também, veículos vindos de Vargem Grande.

A correção de tais problemas é perfeitamente possível: no primeiro caso, com uma fiscalização contínua e eficiente; nos outros, com a melhoria do traçado dos acessos.

Palavra da Cúpula



Uma quantidade imensa de obras está sendo feita pela prefeitura em nossa região e em todo o Rio de Janeiro. É claro que, devido à amplidão de frentes de trabalho, torna-se muito difícil para nossos dirigentes fiscalizar tudo.

Transoeste, Transcarioca, Transolímpica, Túnel da Grota Funda, pontes estaiadas, estações do BRT e diversas infraestruturas paralelas, como esgoto, meios-fios, iluminação, asfaltamento, calçadas, proteções para pedestres etc. constituem um somatório diversificado e abrangente, necessitando, para sua consecução, de um número imensurável de técnicos de todos os matizes.

Nesse megaprojeto que visa uma melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos, pequenos detalhes ou pequenas falhas somente serão detetáveis pela própria população local, no seu vaivém diário. Ninguém melhor que os habitantes das regiões beneficiadas pelas obras para verificar in loco a excelência dos trabalhos executados.

Um dos papéis de um jornal de bairro é ouvir a opinião reinante entre seus leitores e, na medida do possível, procurar levá-la a instâncias superiores. No caso presente, as intervenções viárias e paisagísticas ora sendo executadas por nossa dinâmica prefeitura.
Assim, ouvindo a opinião de cidadãos atentos ao nosso bem-estar, constatamos que uma das principais queixas relacionadas à Avenida das Américas, no Recreio, diz respeito à péssima iluminação dos semáforos instalados na via. Durante o dia, é praticamente impossível ver em que fase o sinal – que de luminoso quase não tem nada – está. Isso já está causando confusão nos cruzamentos, com o risco de colisões e atropelamentos. Urge uma providência dos setores responsáveis, antes que ocorram tragédias.

Outrossim, constatamos, ainda, a pulverização precoce das calçadas, provavelmente oriunda de um traço de concreto com excesso de areia. Entre o supermercado Zona Sul e a esquina seguinte, por exemplo, as pontas das pedras aparecem na superfície, confirmando o desgaste da massa superior.

Sabemos que nossa prefeitura está sobrecarregada de serviço, e acompanhamos o denodo e a dedicação do nosso subprefeito, Tiago Mohamed, incansável defensor das coisas benfeitas. Estamos convictos de que nosso alerta terá boa acolhida e que providências serão tomadas.

Palavra da Cúpula


Ao vermos o tipo de obra que está sendo feita na Av. das Américas, no Recreio, com a eliminação de diversos retornos, acreditamos que a finalidade maior da prefeitura é torná-la uma via quase expressa, priorizando a velocidade dos veículos. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, é incrível o número dos denominados pardais, controladores do tráfego, ao longo de todo o trajeto. Então, nos perguntamos: qual é o motivo da eliminação dos retornos, que, anteriormente à obra, facilitavam a ida e vinda dos moradores?

Agora, para utilizar-se do variado comércio situado nas pistas laterais, dada a distância entre os pontos de acesso da pista central, o motorista deverá ficar bastante atento e entrar bem antes do ponto que deseja atingir, sob pena de ultrapassá-lo e, só depois de dois ou mais quilômetros, encontrar um local onde possa acessar a via. Então, terá duas opções: retornar pela Av. das Américas, percorrendo muitos quilômetros, ou procurar uma via interior que possibilite a volta a um local próximo ao seu destino inicial.

Entretanto, devido à eliminação de milhares de vagas para estacionar, antes disponíveis na Américas, as vias internas paralelas à avenida já começam a servir de estacionamento para veículos, dificultando uma circulação mais livre, o que está começando a ocasionar um trânsito caótico, além de prejudicar moradores dessas ruas, que perdem suas vagas em frente às suas casas.

Por isso, já existe um descontentamento com a obra por parte de grande número de habitantes do Recreio. Muitos criticam o açodamento com que foi realizada, interditando vários locais ao mesmo tempo e tumultuando a vida das pessoas.

Por outro lado, o viaduto Orlando Raso, construido no cruzamento da Av. das Américas com a Rua Abelardo Bueno, por ter sido uma obra incompleta, que priorizou somente em um sentido o fluxo de veículos, vem ocasionando engarrafamentos diários na Abelardo Bueno. Inexplicavelmente, há um semáforo para quem vai da Abelardo Bueno para o Riocentro. Então, perguntam os moradores: Para quê foi construído o viaduto?
A obra, ao invés de melhorar, piorou a circulação de veículos para quem quer sair do Recreio. Acredita-se que, no verão, a fila de carros vai se estender até a orla marítima. Já está chegando cada vez mais perto.

Urge uma providência das autoridades responsáveis. Como está não pode ficar.