Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente com Donato Veloso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente com Donato Veloso. Mostrar todas as postagens

Meio Ambiente - Por Donato Veloso - outubro 2013



Recorrentemente, venho alertando os leitores: “Emergência! Mudanças climáticas sem precedentes!”. O aquecimento global é causado pelo homem e deve aumentar, se a sociedade não se mobilizar imediatamente, diz o IPCC - Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas, estabelecido em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). A verdade que incomoda foi confirmada pelo IPCC: as mudanças climáticas são reais, acontecem em um ritmo alarmante e são provocadas pelas atividades humanas, principalmente pela emissão de carbono. Continuam a se agravar dramaticamente, constituindo-se, na verdade, em emergência climática, apesar do discurso irresponsável e criminoso de alguns tentando negá-las! O quinto relatório do IPCC, divulgado no dia 27/09/2013, em Estocolmo, na Suécia, confirma e agrava a tragédia citada em relatório anterior, que já havia alertado: temos todos que nos mexer agora! 

Meio Ambiente



O PACTO DE RESGATE AMBIENTAL é um processo aberto, contínuo, de fortalecimento e articulação integradora de práticas voltadas para o cuidado ambiental local, na promoção de melhor qualidade de vida e bem-estar comunitário. Estamos em um estágio no qual consolidamos um reconhecimento de esforço para participação efetiva, ao engajar, ouvir e incentivar milhares de envolvidos para a cooperação conjunta de promoção de mudanças. Faz-se cada vez mais urgente cuidar das belezas naturais do nosso Complexo Lagunar, do Parque Estadual da Pedra Branca, do Parque Nacional da Tijuca, inseridos no que pouco resta do bioma mata atlântica. Nossa natureza conservada, além da beleza, proporciona bem-estar, e garante as diversas formas de vida da nossa biodiversidade. Vamos intensificar ações no campo da educação ambiental, prestar e fomentar inúmeros serviços ambientais, em especial nas comunidades ribeirinhas dos rios que vertem dos maciços da Pedra Branca e Tijuca. Mas, para resultados satisfatórios, é necessário forte apoio de todos os segmentos comunitários, dos governos e, principalmente, do empresariado, e que se mantenham objetivos comuns de planos, projetos e ações focados numa economia de baixo carbono, mudanças na matriz energética, no uso sustentável da Terra e urgente despoluição dos corpos hídricos. 

SÃO MAIS DE DOIS BILHÕES GASTOS. BASTA DE PALIATIVOS PARA LIMPAR NOSSAS LAGOAS

Nós do Lagoa Viva e parceiros não vamos nos omitir jamais, nem perder a oportunidade de cobrar dos governos o compromisso que integra o caderno de encargos das Olimpíadas, para despoluir, de verdade, o complexo lagunar Barra da Tijuca/Jacarepaguá. O Programa de Recuperação Ambiental desenvolvido em conjunto pelo município e o estado tem que promover condições/campanhas em parcerias, para que milhares de moradores locais que anseiam por lagoas limpas se voltem para esta causa, para direcionar esforços de mobilização participativa, priorizar os mais pobres e suas carentes comunidades. O complexo lagunar é o vazadouro para onde escoam as águas dos mais de 40 rios que vertem dos maciços da Tijuca e Pedra Branca, trazendo lixo e esgoto de dezenas comunidades ribeirinhas.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS, O MAIOR FLAGELO DA HUMANIDADE

Perdoe o tom pessoal destas reflexões, na busca de um único propósito. Conclamar a todos e estimular vontades para mobilização e empenho em multiplicá-lo em prol de atenção especial em relação às mudanças climáticas

Somente com o empenho dos governantes, engajamento maciço e utilização ética do conhecimento e das novas tecnologias é que o propalado respeito ao ambiente será concretizado na forma de prevenção/adaptação ao aquecimento global e seus inevitáveis impactos climáticos.
O engajamento na política ecológica e no desenvolvimento sustentável vai muito além de ser um ato de escolha, um ato de liberdade, mas de responsabilidade com as gerações futuras.
Esta decisão depende essencialmente de todos se verem, ou não, participando do início de uma trajetória para garantir as nossas vidas e as futuras.

Há treze anos, com amor e dedicação contínua, já venho sendo útil e conveniente à biodiversidade do território da BARRA DA TIJUCA/JACAREPAGUÁ, abraçando um projeto de vínculo comunitário, para o restante da minha vida, o de mobilizar e engajar novos atores no CUIDADO/CAUSA AMBIENTAL.
Viver por um projeto, uma causa, uma missão, um ideal ou mesmo uma utopia é o que imprime sentido à nossa curta existência, ainda que intercalada por alegrias, perdas, dores e sofrimentos.
As catástrofes ambientais se agravam e vão influenciar as discussões políticas nos próximos anos.
Nestes tempos, a questão social/econômica não deve estar separada da relação com a natureza, e não devemos deixar aos donos do poder a tarefa de traçar nosso destino.
Certo de que muitos já conhecem o trabalho que desenvolvemos com a minha equipe e voluntários, as ações do LAGOA VIVA e do PACTO DE RESGATE AMBIENTAL, convoco todos à proteção de nossas vidas, o bem mais precioso, uma dádiva de DEUS.

Mais um ano de vida, boas lembranças do passado, perdas, ganhos, novas relações, novas metas, novos sonhos, novos conhecimentos e aprendizados.
Grato a todos, pelas mensagens, agradeço a DEUS pelo carinho dos familiares, amigos e companheiros da luta ambiental.
O nosso tempo, enquanto convivemos, é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que podemos fazer existir pelo próximo.
Vamos abrir nossos corações, ser mais solidários e celebrar a vida, sem medo, vivendo cada dia como se fosse único, que não se repete.
Sinceros agradecimentos, mais um ano em que os amigos tornaram minha vida mais útil e prazerosa.
Todos compartilham uma história de vida, ainda inacabada.

Donato Velloso.

PACTO DE RESGATE AMBIENTAL

Por um território sustentável

Faz-se urgente que sejamos ambientalistas todos os dias, não de profissão, mas por amor a nós mesmos, à posteridade, à Mãe Terra, nossa única morada, da qual apenas fazemos parte, dádiva de Deus, que permitiu nossa existência. Que inteligência é essa, em que não estamos percebendo os recados que ela nos manda, inviabilizando e extinguindo formas de vida? 

Quem hoje percebe a realidade deve ser atuante e convicto, habituar-se ao cuidado ambiental, pois nossa qualidade de vida, nossa saúde e nosso futuro dependem, essencialmente, de não deixar para amanhã o que deve ser feito hoje. O planeta necessita  de millhares de ambientalistas, cidadãos de coragem moral dispostos a se unir e lutar por comunidades solidárias e sustentáveis, para viver mais e garantir seus territórios promissores e mais humanos. Transcrevo, para conhecimento, alguns  princípios da CARTA DA TERRA:

XIII EDIÇÃO DA SEMANA DO MEIO AMBIENTE 2013

Pacto de Resgate Ambiental - Buscando um território sustentável
O Instituto Cultural e Ecológico Lagoa Viva, Acibarra, AIB e diversos parceiros, convidam e contam com o engajamento dos segmentos da comunidade local para plena realização e aprimoramento das atividades da XIII Edição da Semana do Meio Ambiente 2013.
 
Preâmbulo: fazem-se cada vez mais urgentes e frequentes iniciativas coletivas voltadas para o cuidado das belezas naturais no território da Barra da Tijuca/Jacarepaguá. A natureza conservada, além de prestar inúmeros serviços ecossistêmicos, garante as diversas formas de vida com qualidade. Para tanto, são necessárias centenas de realizações como essas, no objetivo de permitir que pessoas participem, além de sensibilizar, agregar milhares de atores e semear práticas na luta contra a degradação ambiental e a poluição. É o passaporte para a sustentabilidade local. 
 
Justificativa das ações: com o engajamento e contribuição valiosa de inúmeros parceiros, consolidamo­-nos num papel fundamental, já reconhecido como referencial legítimo na busca de alternativas sociais, ambientais e tecnológicas, forjado por meio da concretização de mais de 200 ações e projetos relevantes e estratégicos, ao difundir conhecimentos voltados para a sustentabilidade local, com alguns indicadores, diagnósticos, metas e resultados, ao longo dos últimos 12 anos. As ações, além de integrar atividades de educação ambiental, chamam a atenção da população para a importância da conservação dos recursos naturais locais. É responsabilidade comum de todos segmentos da comunidade compreender e realizar mudanças de atitudes/hábitos que nos conduzam a uma relação mais respeitosa com a natureza. É dever de todos denunciar os erros e vícios dos sistemas vigentes, cobrar políticas públicas preventivas e de adaptação, no enfrentamento das inevitáveis mudanças climáticas. É absolutamente possível um futuro melhor, mas depende de nós, aqui e agora; temos de nos manter unidos – governo, empresariado, mídia e comunidade –, em parceria e solidariedade, para construir o melhor território de convivência possível. O LAGOA VIVA, fundou e coordena, desde 2000, o Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental, que luta pela revitalização e conservação permanente da bacia hidrográfica da Barra da Tijuca/Jacarepaguá.
Atividades programadas entre os dias 5 e 12 de junho:

1 – Grande barqueata na Lagoa da Tijuca/Canal do Joá (dezenas de embarcações, com os participantes no Twitter e Facebook, imagens em tempo real). Objetivo: chamar a atenção da população para um melhor cuidado das questões ambientais locais e solicitar às autoridades que disponibilizem os recursos necessários para avançarmos no processo de revitalização dos corpos hídricos da bacia hidrográfica de Jacarepaguá/Barra da Tijuca; 

2 – Três ciclos de palestras (quatro palestrantes em cada uma), abordando temas ambientais de interesse local. Locais: Marina Barra Clube, Assape (Associação de Amigos da Península) e salão social da Igreja São Francisco de Paula; 

3 – Passeio de barco com estudantes, no complexo lagunar, monitorado por biólogos, para  observação da fauna/flora e ecossistema de manguezal; 

4 – Visitação de escolas à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Cedae, na Av. Ayrton Senna; 

5 – Revitalização do  Projeto Zeróleo, coleta residual de óleo de fritura, na Assape e Ilha da Gigoia; 

6 – Palestras na Estácio de Sá e Faculdades Integradas de Jacarepaguá (FIJ).

Palestrantes convidados e atividades em fase de adequação da programação/agendas/datas e horários. A programação definitiva franqueada estará disponível a partir do dia 20 de maio nos sites www.pactoderesgateambiental.org, www.acibarra.org.br/ e www.aib.org.br

Donato Veloso

ÁGUA, MOBILIZAÇÃO E COMUNIDADE




O ano de 2013 foi escolhido pela ONU como o Ano Internacional de Cooperação pela Água. Dia 26 de março, o Instituto Lagoa Viva promoveu o 12º Seminário "Água, Mobilização e Comunidade", celebrando o Dia Mundial da Água. O evento foi realizado no excelente auditório do Instituto de Radioproteção e Dosimetra (IRD), uma instituição de pesquisa, desenvolvimento e ensino na área das radiações ionizantes, situada na Av. Salvador Allende e ligada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Reuniu cerca de 120 pessoas, entre funcionários, empresários, professores, estudantes, lideranças locais e interessados para um amplo debate, troca de conhecimentos, reflexões e motivações para práticas voltadas para esse bem tão vital que é a manutenção dos seres vivos e o bem-estar do nosso território. Também contou com a Associação Solidários Amigos de Betânia, com a exposição e venda de produtos artesanais do Projeto “Fibra para a inclusão”, e com a participação de Robert Barboza, diretor da Acija, como mestre de cerimônia. 

Dejanira da Costa Lauria, diretora do IRD, fez uma palestra sobre a entidade: sua estrutura, estatísticas, projetos, laboratórios, cursos oferecidos, corpo de funcionários e colaboradores, além de alguns estudos realizados em água. 

O IRD atua em colaboração com universidades, agências governamentais e indústrias, para garantir o uso seguro das radiações ionizantes e da tecnologia nuclear. Cerca de 260 profissionais trabalham para que pesquisas, desenvolvimento tecnológico e inovação beneficiem indústrias, instalações médicas, centros de pesquisa e outros segmentos, contribuindo, principalmente, para garantir a segurança da população, dos trabalhadores do setor e do meio ambiente. Em seguida, Donato Velloso, presidente do Lagoa Viva, fez um breve pronunciamento, dando as boas-vindas, destacando a importância do momento e agradecendo a participação das principais lideranças e da sociedade civil da região da Barra da Tijuca/Jacarepaguá.

A palestra de abertura, “Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil”, foi ministrada por Alexandre Lima de F. Teixeira, gerente de Conjuntura dos Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas.

Em seguida, tivemos o painel “Intervenções para Melhoria das Condições Ambientais da Bacia Hidrográfica da Barra da Tijuca/Jacarepaguá”, do qual participaram: dra. Luiza Cristina Krau de Oliveira, presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos; Pedro Lepori, coordenador do Programa de Saneamento da Barra/Jacarepaguá da Cedae; o engenheiro Antonio da Hora, subsecretário do Ambiente-SEA-RJ; Alexandre De Bonis, coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio; Henrique Cortez, editor do Portal Ecodebate; a dra. Christianne Bernardo, presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB/Barra da Tijuca; e David Zee, diretor do Subcomitê de Jacarepaguá e vice-presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca.

Por fim, o presidente do Lagoa Viva, Donato Velloso, convidou a todos para a SEMANA DO AMBIENTE, em junho.

 Donato Velloso

ECONOMIA VERDE





Neutralidade fiscal – A transição para uma Economia Verde só é possível com um sistema fiscal que assegure uma redistribuição de rendimentos, baseada nas contribuições positivas e negativas de cada indivíduo para com o interesse comum. Uma reforma fiscal ambiental consiste em mudar o peso que os impostos têm no fator trabalho, rendimento e investimento, para passarem a incidir sobre a poluição, a utilização dos recursos naturais e os resíduos. Esta transferência da base de incidência dos impostos para consumo é uma forma de atribuir relevância fiscal à pegada ecológica,  abordagem já iniciada em países como o Reino Unido, Holanda e Dinamarca, que operacionalizaram o princípio da neutralidade fiscal, com a diminuição da carga fiscal sobre o trabalho, compensando com um aumento dela sobre os comportamentos com impacto sobre o meio ambiente. Essa opção oferece um duplo dividendo: por um lado gera um aumento no poder de compra dos contribuintes, elevando o PIB e o emprego; por outro, fomenta a melhoria das condições ambientais, pois promove um incentivo à inovação tecnológica. Tal escolha pode, ainda, servir como a fonte de financiamento da compensação a atribuir pela disponibilização de serviços ambientais, como acontece já no Brasil, através do ICMS Ecológico. A lógica consiste em utilizar a componente fiscal para incentivar o crescimento de setores que permitem assegurar a disponibilização de benefícios coletivos, potenciais geradores de emprego e consequentemente receita estatal e, ao mesmo tempo, desestimular a poluição.

Novo PIB – A compensação pelos benefícios realizados nos sistemas naturais globais implica uma visão alargada, não só sobre o sistema de impostos, mas também sobre a própria economia, uma vez que a criação da nova compensação financeira não pode ser realizada através de novos impostos a acrescentar aos existentes. A valoração e compensação dos benefícios realizados nos sistemas naturais globais implicam que o investimento na manutenção e recuperação de ecossistemas não constitua um prejuízo para a economia. O capital natural terá então de passar a ser incluído no PIB. Se no ecossaldo percebemos qual a diferença entre os serviços ambientais consumidos e disponibilizados, no PIB terão de ser incluídos estes índices de benefícios que foram absorvidos por toda a população do planeta e capturados no patrimônio intangível da Humanidade. A União Europeia está trabalhando no desenvolvimento de um novo PIB, de forma a que as contas nacionais passem a incluir informação ambiental e social. Isto significa que a contabilidade das empresas terá de passar a integrar os aspectos (ativos e passivos) ambientais e sociais.

Gestão de incentivos – A comunidade científica não só tem dispensado grande interesse pelo estudo das externalidades positivas e negativas que se realizam sobre bens de uso coletivo, em que cada agente pode aumentar ou diminuir o bem-estar dos restantes que partilham o uso desses bens, como também está atenta às condições em que é possível harmonizar os benefícios individuais com os benefícios comuns, evitando uso desordenado e competitivo (tragédia dos comuns). As soluções indicadas evitam o proibicionismo, que não funciona devido às próprias características da natureza humana, e apontam a “gestão de incentivos” como a solução mais virtuosa. Iniciando essa gestão com uma nova redistribuição de receitas do Estado pelas diferentes regiões administrativas, tendo em conta a contribuição de cada região para o ecossaldo de cada país, é possível compensar e estimular os desempenhos ambientais positivos. Sem dúvida, a política fiscal pode ser um instrumento de mudança de paradigma, como experiência tributária dinâmica, inovadora e comprometida com os anseios da humanidade.

Fonte: Condomínio da Terra.

Meio Ambiente



Na celebração do seu 13º aniversário, o LAGOA VIVA e o Movimento Evolutivo PACTO DE RESGATE AMBIENTAL, com apoio da AIB e da Acibarra, vão organizar, no próximo dia 30, no Centro de Convenções do BarraShopping, a segunda edição do PRÊMIO HONRA E MÉRITO ECOLÓGICO LAGOA VIVA 2012. Trata-se de uma distinção de reconhecimento e estímulo a personalidades e/ou entidades que contribuem de forma relevante na área do ambiente para  nossa cidade.

Na oportunidade, será oferecido um coquetel de comemoração pelo 13º aniversário do Lagoa Viva: apresentação do novo site do Lagoa Viva; apresentação do livro Barra da Tijuca: Natureza & Cidade, organizado por David Zee; exposição em reciclados.

Atração musical: Coral Encanta RIO 2 - Maestro Luiz Lima.
 
Homenageados: pajé Sapaim Kamayurá; Nova Cedae; projeto Replantando Vida; Barra Sustentável; CCRIO Barra; Orlario; Tribunal de Contas do Município do RJ (Maria Bethania); Portal Ecodebate; Revista Eco21; Fernando Almeida; Sergio Besserman Vianna; Marcelo Szpilman (Aqualung); biólogo Ricardo Freitas Filho; Vilmar Berna (Rebia).

No seguimento da comemoração, o Lagoa Viva vai proporcionar, no dia 1º de fevereiro, um passeio embarcado (50 pessoas), monitorado por biólogo, para observação da fauna e da flora da Lagoa de Marapendi. Essa atividade será aberta a convidados e aos dez sorteados no evento que pretendam conhecer a beleza da nossa natureza e participar de uma saída de campo certamente interessante e salutar.

Meio ambiente


Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades inter-relacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de um período de tempo dados (ONU, 1984). A elaboração de um projeto requer, antes de tudo, um ambiente adequado para o desenvolvimento das ideias do grupo, tempo e paciência para que se possa trabalhar em conjunto, exercitando o respeito e o dom de ouvir o outro. A concentração e o espírito de grupo são dois elementos essenciais para se materializar boas ideias. Além disso, algumas variáveis tornam-se muito importantes neste processo, como a distinção do papel da liderança no grupo, descobrindo que o real líder reconhece os talentos individuais de cada participante, ajudando no desenvolvimento da criatividade e participação de todos, criando, assim, um ambiente de comprometimento com a missão coletiva e um processo descentralizado.

A capacidade técnica é outro fator fundamental para se obter resultados positivos. Não adianta ter excelentes ideias, se não há competência para desenvolver uma boa estratégia de como materializá-la. Muitas vezes, nossas instituições não contam com especialistas em diferentes áreas; portanto será necessário buscar apoio junto a colegas, a outras instituições ou junto ao próprio financiador. E, por fim, a criatividade e o comprometimento são virtudes para que tenhamos ao mesmo tempo caminhos criativos para a realização das atividades propostas e comprometimento com o processo que se está criando.

“Elaborar projetos é uma forma de independência. É uma abordagem para explorar a criatividade humana, a mágica das idéias e o potencial das organizações. É dar vazão para a energia de um grupo, compartilhar a busca da evolução” (Kisil R., 2001).

A definição do projeto: O que queremos fazer? Um projeto surge em resposta a um problema concreto. Elaborar um é, antes de mais nada, contribuir para a solução de problemas, transformando IDEIAS em AÇÕES. O documento chamado PROJETO é o resultado obtido ao se “projetar” no papel tudo o que é necessário para o desenvolvimento de um conjunto de atividades a serem executadas: quais são os objetivos, que meios serão buscados para atingi-los, quais recursos serão necessários, onde serão obtidos e como serão avaliados os resultados. A seguir, vamos descrever as etapas básicas para elaboração de projetos.

A organização do projeto em um documento nos auxilia a sistematizar o trabalho em etapas a serem cumpridas, compartilhar a imagem do que se quer alcançar, identificar as principais deficiências a superar e apontar possíveis falhas durante a execução das atividades previstas. Já que é um processo participativo desde o começo, pois não se pode realizar soluções sem a participação de todos os envolvidos, o projeto se torna uma FERRAMENTA DE TRABALHO, um INSTRUMENTO GERENCIAL, um PONTO DE CONVERGÊNCIA de pessoas. Conceitualmente, o projeto é a menor unidade administrativa de qualquer plano ou programa. Um bom projeto escrito tem que se mostrar capaz de comunicar todas as informações necessárias e é por isso que, em geral, existe.

O plano de trabalho: como vamos agir? O andamento do projeto: como vamos avaliar, tirar conclusões e disseminar resultados? O orçamento: quanto vai custar o projeto?
O LAGOA VIVA e o seu projeto LIMPE SUA BARRA compartilham o desejo de planejar ações para a construção de um território e um planeta mais sustentável, com parceiros dos mais diversos segmentos da comunidade local, a participação integradora direta de uma Escola Municipal (600 alunos) um condomínio de classe media (25 mil moradores), uma comunidade de baixa renda (10 mil moradores) e, indiretamente, milhares de pessoas. Transformar esse desejo em realidade não é uma tarefa nem simples, nem pequena.

O conceito de sustentabilidade, apesar de muito conhecido e difundido, é muito pouco compreendido e, menos ainda, vivenciado. Sabemos que mudanças são necessárias, mas os caminhos são complexos e ainda estão sendo desvendados. Para construirmos um local de convívio mais humano e sustentável é preciso, inicialmente, compreender o que as pessoas pensam sobre o assunto e como agem no seu dia a dia. Por isso, na etapa inicial do projeto, vamos proceder a um grande levantamento com o público alvo: o que sabem, o que pensam e como agem. Com esses resultados em mãos, a ideia é realizar seminários, palestras, exposições, oficinas de capacitação, campanhas de comunicação e ações concretas que envolvam a comunidade o condomínio e escola, agregando, de forma efetiva, novos valores às práticas já desenvolvidas ou não, seguindo um modelo original de estratégias que priorize a geração do conhecimento aplicável, útil e inovador para os atores.

A educação ambiental é o melhor caminho para promover mudanças duradouras de atitudes, hábitos e comportamentos. Vamos proporcionar um projeto construtivo, absolutamente enriquecedor, fortalecer uma relação de confiança nas parcerias, nos envolvidos, no público alcançado, nos integrantes. Certamente teremos belos frutos. Esperamos contar com todos nessa jornada.

Atenção para o território das Vargens



A ocupação das Vargens, sem promover a garantia de estarmos livres de inundações, é preocupante. Faz-se urgente a melhoria da rede de drenagem e de dragagem dos corpos hídricos da nossa bacia hidrográfica. Vivenciamos uma gradual perda ambiental, vale dizer, sobre porções do território, em especial nessa região, que pode ser citada como uma das preocupantes consequências nefastas previsíveis, pondo em risco os que lá habitam. 

A transformação em área urbana nos terrenos de baixada definidos legalmente como área de vargens, área de acomodação de águas pluviais, é onde a grande quantidade de aterros deve ser melhor controlada e com intervenções estruturais de drenagem bem planejada, para minimizar os impactos de chuvas mais fortes, impedindo acesso nas novas habitações e inundações nas comunidades vizinhas. Os dados indicam um avanço acelerado da área urbanizada sobre zonas frágeis, sem a devida precaução. Urge uma melhor proteção da flora/fauna, dos mananciais que vertem dos maciços da Tijuca e Pedra Branca, dos rios e lagoas que são definidas como tal, por leis ambientais estaduais/municipais/federais, bem como pela própria legislação municipal de parcelamento, uso e ocupação do solo. 

Faltam políticas públicas e campanhas que busquem ensinamentos e intensa participação da população local para o cuidado e conservação/preservação dos seus recursos naturais. Nossa região aumenta seus perímetros urbanos casuisticamente, ou criam figuras jurídicas para contemplar um mercado para famílias de rendas médias e altas, facilitando estruturas de condomínios fechados, com suas porteiras e seguranças, em detrimento de uma política integradora comunitária. As áreas verdes ficam cada vez mais ilhadas entre muros, perdem-se nossa flora/fauna, as praças, parques e os espaços públicos de encontros, de convivência, de cidadania. O bom senso nos leva à certeza de que a expansão urbana tem que ser melhor planejada, de forma que a infraestrutura necessária acompanhe o crescimento da região.

 Temos que trabalhar unidos no nosso SUBCOMITÊ  DA BACIA HIDROGRÁFICA, de acordo com a proposta do prof. David Zee: "desenvolver um mapeamento qualitativo das áreas potenciais de acidentes ambientais (fragilidades) é a primeira intervenção a ser feita. A seguir, diagnosticar os cenários ambientais extremos passíveis de ocorrer em função da evolução dos fenômenos climáticos, tais como as ressacas, as chuvas, o calor e os ventos. Por fim, avaliar o grau de exposição das inúmeras áreas densamente ocupadas, pelas forças climáticas. A interação entre as fragilidades de cada  local, com os diversos cenários climáticos e com o grau de exposição de cada local analisado compõe  o nível de risco de acidentes ambientais. O mosaico de riscos ou sensibilidade a acidentes ambientais compõe o mapeamento de riscos ambientais de uma determinada região. Sem este mapeamento diagnóstico fica muito difícil realizar um planejamento eficaz para a adaptação da cidade a uma nova realidade ambiental para a Baixada de Jacarepaguá na próxima década".
 
Além disso, temos graves problemas com a mobilidade; existe ainda a crescente violência urbana; a saúde pública em estado crítico, principalmente na atenção básica; a ausência de saneamento nas comunidades de baixa renda e loteamentos irregulares; a redução de áreas verdes e arborização, a má gestão de resíduos e a educação ambiental sem a devida prioridade. Uma expansão desenfreada que ocorre sem o devido planejamento de infraestrutura ou controle porque nossos governantes compõem com o mercado imobiliário em torno de uma falsa ideia de que crescer em expansão urbana significa melhor qualidade de vida.

Meio Ambiente com Donato Veloso